Essa semana chegou a São Paulo um dos mais populares jornais do Rio de janeiro, o Meia Hora. O jornal ganhou fama por suas capas polêmicas e a estilo despojado de dar notÃcias. Uma comparação mais reveladora para os paulistas é: O Meia Hora é o antigo NotÃcias Populares com menos sangue.
Li as duas primeiras edições e o que mais me chamou atenção é a forma como as notÃcias são dadas, muito mais uma conversa coloquial do que a exposição de um fato. Isso cria uma identificação imediata com o publico.

Isso me lembrou da velha discussão de “blogs como forma de informação” e “qualquer um pode ser jornalista”. Para mim, o Meia Hora é um blog impresso que é vendido em bancas de jornal. Não me assustaria se o conteúdo editorial fosse de autoria do pessoal do Interbarney.
Em um paÃs onde a leitura não é um hábito, vejo em jornais como o Meia Hora uma forma muito interessante de levar informação para todas as camadas da sociedade. Por isso, coloco os blogs e ele na mesma categoria: Democratizadores da informação.
Outro destaque vai para a campanha de lançamento do jornal. A ação criada pela Espalhe, segue a linha irreverente das matérias e usa a rotina de PFs (pratos feitos) servida nos restaurantes paulistas na hora do almoço.
Além de informar os famintos frequentadores, enviou uma mala direta com um marmitex do prato do dia para alguns profissionais do mercado publicitário.

A ação dura 3 semanas, sempre criando manchetes inéditas em cima dos pratos do dia. As 2 primeiras semanas já estão fechadas, mas quem quiser pode mandar sua manchete para o editor do @meiahora. Basta seguir o perfil e mandar sua manchete com a tag #meiahoraSP. As escolhidas pelo editor terão a honra de ornar grande parte dos restaurantes de São Paulo.
DICA: Amanhã é quinta e eu gosto de massa.