Rafael Venturelli

Curioso, preocupado, DJ de quinta categoria e publicitário

“Ninguém fica bonita na 3×4, sério, eu acho uó!”. Esse tipo de declaração é a mais comum quando o assunto é renovar a carteira de motorista ou tirar o passaporte.

Vocês mulheres realmente tem um sério problema com as temidas 3×4. Com razão, a maioria não sai bem e fica meio torta.

Foi nisso que a Leo Burnett viu uma oportunidade para divulgar a linha de produtos da Koleston:

Foi montado um estúdio de beleza profissional no Poupatempo de Santo Amaro, onde as mulheres eram maquiadas e faziam o cabelo. Depois da produção suas 3×4 eram tiradas por um fotógrafo profissional. Nada mal.

A ação é simples e torna a experiência dolorosa de encarar um Poupatempo lotado em algo inesquecível. Fora que todas terão orgulho de mostrar para todo mundo o novo RG.

Sou fã de ações desse tipo. Pegar algo que está presente na vida das pessoas e transforma em uma experiência útil, colocando a marca em um papel de colaboração e em nenhum momento de invasão.

Uma salva de palmas: CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP

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Essa semana chegou a São Paulo um dos mais populares jornais do Rio de janeiro, o Meia Hora. O jornal ganhou fama por suas capas polêmicas e a estilo despojado de dar notícias. Uma comparação mais reveladora para os paulistas é: O Meia Hora é o antigo Notícias Populares com menos sangue.

Li as duas primeiras edições e o que mais me chamou atenção é a forma como as notícias são dadas, muito mais uma conversa coloquial do que a exposição de um fato. Isso cria uma identificação imediata com o publico.

Isso me lembrou da velha discussão de “blogs como forma de informação” e “qualquer um pode ser jornalista”. Para mim, o Meia Hora é um blog impresso que é vendido em bancas de jornal. Não me assustaria se o conteúdo editorial fosse de autoria do pessoal do Interbarney.

Em um país onde a leitura não é um hábito, vejo em jornais como o Meia Hora uma forma muito interessante de levar informação para todas as camadas da sociedade. Por isso, coloco os blogs e ele na mesma categoria: Democratizadores da informação.

Outro destaque vai para a campanha de lançamento do jornal. A ação criada pela Espalhe, segue a linha irreverente das matérias e usa a rotina de PFs (pratos feitos) servida nos restaurantes paulistas na hora do almoço.

Além de informar os famintos frequentadores, enviou uma mala direta com um marmitex do prato do dia para alguns profissionais do mercado publicitário.

A ação dura 3 semanas, sempre criando manchetes inéditas em cima dos pratos do dia. As 2 primeiras semanas já estão fechadas, mas quem quiser pode mandar sua manchete para o editor do @meiahora. Basta seguir o perfil e mandar sua manchete com a tag #meiahoraSP. As escolhidas pelo editor terão a honra de ornar grande parte dos restaurantes de São Paulo.

DICA: Amanhã é quinta e eu gosto de massa.

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Fábrica de panelas: “Olá agência, tudo bem? Gostaria de vender mais panelas.”
Agência de publicidade: “Opa, tudo bem. Quer é? O que ela tem de bom a oferecer?”
Fábrica de panelas: “Ela é antiaderente.”
Agência de publicidade: “Hum. Entendi, mas só isso? Existem milhares de marcas de panelas anti aderentes. Temos que ver isso aí.”
Fábrica de panelas: “É, eu sei, por isso estou contratando vocês.”
Agência de publicidade: “Ok. Vamos ver o que podemos fazer.”

Assim fez a Leo Burnett para alavancar as vendas das panelas antiaderentes Supor. A ideia é tão simples quanto absurda: Montar um half pipe atrás de um painel com uma foto de uma frigideira gigante. Lá, patinadores vestidos de camarão, ovo frito e cenoura saltavam de um lado pro outro, imitando o movimento dos alimentos para o pessoal que estava passando pela calçada.

Além de criar mídia espontânea, aumentou em 20% a venda das panelas em Xangai.

Ahhhh a publicidade. Por isso que eu adoro o que eu faço.

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